Cenários de risco para a economia global em 19 de setembro de 2026
O Brent está em US$ 104, contra US$ 70–72 antes da guerra, e o crescimento mundial projetado para 2026 vai de 2,5% a 3,0%, com 1,3% a ~2% nos cenários adversos.
Os investimentos em inteligência artificial e a atividade nos EUA ainda sustentam o crescimento. Mas há menos recursos para enfrentar novos choques do que em 2022: os estoques de petróleo diminuíram, os governos têm menos espaço para gastar e as regras do comércio perderam força. As bolsas também estão mais vulneráveis. Enquanto o investimento continuar, ele ajuda a sustentar o PIB americano e as ações. A combinação dos riscos pode trazer crescimento fraco, inflação persistente e crédito mais caro.
Três blocos: o choque físico de energia e abastecimento, o preço do dinheiro em juros e dívida pública, e a moldura de custo formada por barreiras comerciais e investimento em IA.
O fluxo por Ormuz caiu de ~21 mb/d antes da guerra para 7,6 mb/d em agosto, mas as rotas alternativas reduzem a falta efetiva de oferta a 1,7 mb/d no 3º trimestre, segundo a IEA.
O choque afeta a economia de quatro formas. Importadores perdem renda ao pagar mais por energia. Fretes, alimentos e produtos químicos encarecem. A falta de combustível pode interromper o transporte. E a inflação pode levar a juros mais altos, encarecendo o crédito.
O fluxo por Yanbu e Fujairah passou de 4,1 para 7,8 mb/d em junho, mas recuou para 5,5 mb/d em agosto após ataques no Mar Vermelho. Um ataque interrompeu o oleoduto Leste-Oeste no início de setembro. Fora do Golfo, a oferta cresceu: EUA +520 kb/d, Brasil +470, Cazaquistão +440, Venezuela +300 e Nigéria +200.
A reserva estratégica americana está próxima de 285 milhões de barris, o menor nível em 44 anos, segundo as fontes citadas. O uso dos estoques ajudou a cobrir a falta de oferta, mas reduziu a capacidade de enfrentar novas interrupções.
Valores em milhões de barris por dia. As fontes citam perda acumulada de exportações marítimas de ~2,8 bilhões de barris. Escala iniciada em zero.
A restrição está nos derivados: o refino do Oriente Médio rodou 27% abaixo do normal no 2º trimestre e o diesel no varejo dos EUA bateu recorde a US$ 6,45 o galão.
−27%
Processamento no 2º trimestre de 2026 em relação ao normal. Refinarias de outras regiões já operam perto do limite e recebem tipos de petróleo menos adequados às suas instalações, o que reduz a produção de diesel e querosene.
6,45 US$/gal
Preço recorde, com gasolina a US$ 4,47. A diferença entre o preço do diesel e o custo do petróleo nos EUA supera US$ 100 por barril, segundo as fontes citadas. Isso encarece o frete, os alimentos e a produção industrial.
−1/3
Queda no comércio marítimo de querosene. O de diesel recuou cerca de 20%. A falta desses combustíveis pode interromper o transporte antes de aparecer nas estatísticas do PIB.
Rotas alternativas, maior oferta fora do Golfo e estoques estratégicos compensaram parte da falta de petróleo. Mas a capacidade de refino continua limitada, mantendo a pressão sobre o custo do frete e dos alimentos. Brent a US$ 104 e WTI a US$ 100 no fechamento de 18/09, com o bloqueio perto do 203º dia.
Do base ao severo, o Brent vai de US$ 85–105 a um pico acima de US$ 130, e o crescimento mundial de −0,3 pp contra a base a cerca de 1,3%.
| Base | Adverso | Severo | |
|---|---|---|---|
| Brent, média 2T | US$ 85–105, com oscilações | US$ 110–130, persistente | Pico de US$ 130–150+, depois volátil |
| Destilados | Oferta restrita, sem racionamento na Europa ou Ásia | Margem de refino do diesel muito alta. Falta querosene na Europa | Transporte interrompido e falta de fertilizantes e alimentos |
| Crescimento global vs. base | −0,3 a −0,6 pp | −0,8 a −1,2 pp | ~1,3% de crescimento mundial (cenário do Banco Mundial) |
| Inflação | +1 a +1,7 pp | +2 a +3 pp | 5–6% global |
| Duração | Reabertura parcial de Ormuz no 1º semestre de 2027 | Interrupções continuam em 2027 no oleoduto Leste-Oeste e no Mar Vermelho | Dois estreitos bloqueados, refino parado e estoques estratégicos esgotados |
Ormuz e Bab el-Mandeb estão sob pressão ao mesmo tempo — os ataques no Mar Vermelho derrubaram o desvio de 7,8 para 5,5 mb/d — e o GNL do Catar cai de 81 Mt em 2025 para 27 Mt em 2026.
Este risco trata das restrições ao abastecimento e ao transporte: estreitos bloqueados, refinarias danificadas, falta de fertilizantes e seguro de guerra mais caro. Rotas longas e seguros elevam o custo mesmo sem tarifas. O risco 3 trata das barreiras comerciais e das regras entre países.
O refino do Golfo caiu 27%, reduzindo o comércio de diesel e querosene. Com os danos em Ras Laffan, o GNL do Catar cai de 81 Mt para 27 Mt em 2026. O uso de carvão volta a níveis recordes para compensar a falta de energia, com maior impacto ambiental.
Prazos curtos de capital de giro, juros altos e demanda fraca podem elevar a inadimplência em dois a três trimestres. O sinal aparece antes disso, no encurtamento do prazo das linhas de giro e na troca de antecipação de recebíveis por capital de giro.
| Logística e indústria | Inflação e crescimento | |
|---|---|---|
| Base | Rotas longas e frete caro, sem desabastecimento no G7. Empresas precisam de mais estoque e capital de giro. | Preços dos bens seguem pressionados. Indústria recua pouco. |
| Adverso | Racionamento de diesel na Europa e na Ásia. Falta fertilizante, empresas perdem pedidos e adiam investimentos. | Novas altas de alimentos e bens. Recessão industrial nos importadores. |
| Severo | Falta de combustível interrompe o transporte e a produção química e automotiva. | Alta de alimentos supera 2022. Crescimento mundial de 1,3%, cenário do Banco Mundial. |
Cenários construídos pela Oby Capital sobre IEA, Columbia CGEP, Kpler (29/07/2026) e McKinsey. Indicadores: prêmio de seguro de guerra para petroleiros e contêineres, estoque de derivados da IEA, índice de preços de alimentos da FAO, notícias de racionamento de energia na China.
A oferta de derivados continua restrita. Após as rotas alternativas, a falta de oferta é de 1,7–2,2 mb/d, ante a queda de 13,1 mb/d em Ormuz. O refino do Golfo caiu 27%, sem capacidade ociosa equivalente em outras regiões.
Estoques e rotas alternativas perderam capacidade. O fluxo desviado recuou de 7,8 para 5,5 mb/d, o oleoduto Leste-Oeste parou e a reserva estratégica americana está no menor nível em 44 anos.
Quando rever o cenário-base. Fluxo em Ormuz abaixo de 5 mb/d por quatro semanas ou estoque de diesel dos EUA abaixo de 100 milhões de barris. Nesta análise, qualquer uma dessas condições exige a revisão.
O Fed elevou os juros em 25 bps para 3,75–4,00% em 16/09, a primeira alta desde 2023, e 16 dos 18 membros projetam ao menos mais uma em 2026.
As projeções de setembro indicam juros de 4,1% no fim de 2026 e de 2027. Para 2026, preveem inflação PCE de 3,7%, núcleo de 3,4%, crescimento do PIB de 2,3% e desemprego de 4,1%. O retorno à meta de 2% ocorre em 2029. O Fed é presidido por Kevin Warsh.
O Treasury de 10 anos está perto de 5%, nível visto pela última vez por volta de 2023. O de 2 anos está em 4,70%, e o de 30 anos, em 5,35%. A hipoteca de 30 anos custa cerca de 7%. O petróleo responde por aproximadamente 0,8 pp da inflação americana de 2026. BCE e Banco do Japão também elevaram os juros.
Juros mais altos reduzem consumo e investimento. Como a pressão vem da falta de oferta, os preços podem continuar elevados mesmo com atividade mais fraca. O risco é uma alta excessiva dos juros agravar a desaceleração e encarecer ainda mais o crédito.
O eixo vertical vai de 3,8% a 5,5% para mostrar as diferenças entre os prazos. A linha tracejada indica o limite superior da faixa atual dos juros do Fed.
O base embute Fed em 4,00–4,25% e Treasury de 10 anos entre 4,7% e 5,2%; o adverso leva a 4,50–4,75% e 5,3–5,8% caso o fluxo por Ormuz não se normalize.
| Base | Adverso | Severo | |
|---|---|---|---|
| Fed funds fim de 2026 | 4,00–4,25% | 4,50–4,75% (três altas) | 5%+ ou alternância entre altas e cortes |
| Treasury 10 anos | 4,7–5,2% | 5,3–5,8% | 6%+ após alta rápida |
| Crescimento dos EUA | ~2,0–2,3% | 1,0–1,5% | Abaixo de 1% ou recessão leve |
| Inflação | PCE de 3,5–3,8% em 2026, caindo em 2027 se o petróleo ficar mais barato | Núcleo permanece acima de 3% até 2027 | Expectativas se afastam da meta. Inflação de 4%+ em 2026 e 2027 |
| Crédito | Crédito com grau de investimento estável. Spreads de high yield sobem 50 a 100 bps | Dificuldades no high yield e nas hipotecas. Emergentes interrompem cortes de juros | Crise de crédito. Bolsa cai 20%+ se o investimento em IA também recuar |
O spread França–Alemanha de 10 anos superou 100 bps em 18/09, o primeiro desde 2012, com dívida em risco estimada pelo FMI em ~117% do PIB mundial em três anos.
>100 bps
Em 18/09/2026, o spread superou esse nível pela primeira vez desde 2012. O déficit francês é de 5,4%, ante meta de 5%. O serviço da dívida aumenta €4,5 bi neste ano e €10 bi no próximo.
~117% do PIB
Estimativa do FMI. A alta dos juros americanos se transmite em proporção próxima de um para um aos títulos de outros governos. Cerca de 50% dos países de renda baixa e média-baixa já enfrentam dificuldades com a dívida ou risco elevado.
8 a 26 bps
Uma alta de 1 pp na relação dívida/PIB eleva o spread em 8 bps quando a dívida está em 45% do PIB e em 26 bps quando está em 80%. Quanto maior a dívida, maior o efeito sobre o custo de financiamento.
Fundos não bancários que usam alavancagem têm papel importante nas novas compras de títulos públicos. Quando os preços caem, esses fundos podem precisar vender rapidamente, ampliando as perdas. O BIS destaca o risco de dificuldades de negociação no mercado de Treasuries.
Do base ao severo, o Treasury de 10 anos vai de 4,8–5,2% a mais de 6%, e o que separa os cenários é a liquidez do mercado de títulos, não o estoque de dívida.
| Treasury 10 anos | Economias avançadas | Emergentes | Bancos e crédito | |
|---|---|---|---|---|
| Base | 4,8–5,2% | Piora gradual, sem crise na França | Spreads +50 a +100 bps | Inadimplência sobe pouco |
| Adverso | 5,5%+ | Crise política e orçamentária na França, no Reino Unido ou na Itália. Disputa fiscal nos EUA | 50% dos países de renda baixa já em risco alto. Calotes em mercados de fronteira | Emissões de high yield param. Capital de giro encarece |
| Severo | 6%+ e dificuldade de negociação | Problemas no mercado de Treasuries. Intervir para estabilizá-lo pode dificultar o controle da inflação | Parada súbita de financiamento em dois ou três países | Crise de crédito. Perdas com dívida pública fragilizam bancos |
A alta dos juros responde à falta de oferta. O Fed está em 3,75–4,00%, com 16 de 18 membros projetando novas altas. A inflação retorna à meta de 2% em 2029, e o petróleo responde por 0,8 pp da inflação de 2026. Juros altos reduzem a demanda, mas a restrição de combustível permanece.
A dívida pública aumenta a pressão sobre os juros. O Treasury a 5% se transmite em proporção próxima de um para um aos demais países. O spread francês passou de 100 bps. A sensibilidade do spread à dívida triplica entre 45% e 80% do PIB.
Sinais de piora nos dois riscos. Núcleo da inflação anualizado de três meses acima de 4% ou Treasury de 10 anos acima de 5,25% por uma semana indicam o cenário adverso para juros e dívida pública.
O comércio sob a regra de nação mais favorecida caiu de ~80% em 2022 para ~72%, e a diferença entre fortalecer e enfraquecer as regras chega a ~10% do PIB mundial até 2050.
Na pesquisa do WEF, o confronto econômico entre países é o risco nº 1 de provocar uma crise em 2026, citado por 18% dos participantes. O conflito armado aparece em segundo lugar.
WEF e Oliver Wyman estimam US$ 213 a 307 bilhões por ano de custo de fragmentação e +0,2 a +0,3 pp de inflação. No caso severo, 6,4% do PIB, ou US$ 6,9 trilhões, com emergentes fora dos blocos perdendo ~10,7% contra 6,4% do mundo.
As barreiras comerciais mantêm os custos altos mesmo com a reabertura de Ormuz. Empresas duplicam cadeias de produção e adiam investimentos por incerteza. O efeito pesa sobre emergentes pequenos e abertos, processadores de commodities e os setores automotivo e eletrônico. Países que recebem fluxos desviados podem se beneficiar, mas também enfrentar novas restrições.
Variação percentual do PIB e das exportações em 2050 em relação ao cenário de referência. Países pobres têm perdas maiores nos cenários negativos.
O BofA projeta ~US$ 795 bilhões de investimento em IA em 2026 e ~US$ 1,08 trilhão em 2027, acima do caixa gerado pelas empresas, o que aumenta a necessidade de dívida.
O investimento em IA gera demanda por chips, energia e construção, além de empregos. Também sustenta as expectativas de lucro e o preço das ações. Os gastos das grandes empresas de tecnologia têm contribuído para o crescimento americano.
Se o retorno decepcionar, cortes de investimento podem reduzir o PIB dos EUA e da Ásia. A queda das ações diminui o patrimônio dos investidores e pode reduzir o consumo. Empresas ligadas à IA também podem precisar refinanciar dívidas a juros maiores.
O BIS compara o ciclo atual com os de canais, ferrovias, eletrificação e empresas de internet: expectativas elevadas podem dar lugar à decepção, à falta de financiamento e a vários trimestres de investimento reduzido. Nesta semana, executivos de empresas que desenvolvem IA falaram em moderar o ritmo, e as ações de semicondutores caíram.
Previsões de investimento divulgadas pelas empresas para 2026, com as faixas informadas por cada uma. Escala iniciada em zero. O total de ~US$ 700–800 bi é compatível com a projeção de ~US$ 795 bi do BofA.
Do base ao severo, o investimento sai de um crescimento mais lento para uma queda acima de 30%, que aproxima os EUA da estagnação e leva fornecedores asiáticos à recessão.
| Investimento 2027 vs. 2026 | Bolsa | Crescimento | Crédito | |
|---|---|---|---|---|
| Base | Cresce em ritmo menor | Oscila, sem queda acentuada | IA soma +0,3 a +0,5 pp ao PIB dos EUA | Empresas de tecnologia com grau de investimento mantêm acesso ao crédito |
| Adverso | Estável a −15% | Semicondutores −25% a −40%. S&P −10% a −15% | EUA −0,5 a −1,0 pp contra a base | Dificuldades no high yield e no crédito a centros de dados |
| Severo | −30% ou mais | S&P −20%+ (cenário da Capital Economics para 2027) | EUA perto da estagnação. Recessão nos fornecedores asiáticos | Captação por necessidade de caixa, risco de descumprir contratos e consumo menor após perdas na bolsa |
As barreiras comerciais mantêm os custos elevados. O comércio sob regras multilaterais caiu de 80% para 72%. O custo anual estimado é de US$ 213 a 307 bilhões, e os cenários da OMC apontam perdas de 5,1% a 6,9% do PIB em 2050. A reabertura de Ormuz, por si só, não elimina esses custos.
O investimento em IA ainda sustenta o crescimento. São mais de US$ 1 trilhão em dois anos. Como os gastos superam o caixa gerado, parte depende de financiamento.
O que acompanhar nos próximos resultados. Uma redução dos planos de investimento diminuiria o apoio ao crescimento enquanto os outros cinco riscos continuam presentes.
A corrente vai de energia a demanda em seis elos, com duas realimentações: a demanda menor reduz a inflação com defasagem e a piora fiscal eleva os juros longos.
As linhas contínuas mostram os efeitos diretos. As tracejadas mostram como a queda da demanda reduz a inflação e como a piora fiscal eleva os juros. As barreiras comerciais mantêm os custos altos. O investimento em IA sustenta a demanda.
Quatro combinações, sem probabilidades atribuídas, que vão de crescimento mundial de 2,4–2,8% no caso A a cerca de 1,3% no caso D.
O Copom reduziu a Selic para 13,75% em 16/09, no quinto corte do ciclo e no mesmo dia em que o Fed elevou os juros, e o Treasury a 5% limita o espaço restante.
Brasil e EUA seguiram direções opostas nos juros. Com a taxa longa americana em 5%, cada corte da Selic reduz o diferencial de juros que favorece o real. Combustíveis e alimentos importados também pressionam o IPCA, cuja meta é de 3%.
O crédito cresce mais devagar. Empresas substituem antecipação de recebíveis por capital de giro, e o prazo médio recua para 3,5 meses, ante 6,2. A inadimplência do consignado já estava elevada no meio do ano.
A troca de antecipação de recebíveis por capital de giro pode indicar maior necessidade de caixa e merece atenção na análise das empresas. Como boa parte da dívida pública acompanha a Selic, cortes reduzem seu custo. Juros globais mais altos e a desvalorização cambial podem limitar esse alívio.
| Selic e curva | Crédito privado | |
|---|---|---|
| Caso A | Cortes seguem mais lentos. Treasury limita a queda dos juros longos | Dificuldades em alguns setores. Giro caro, mas disponível |
| Caso B | Cortes param. Inflação cambial pode exigir alta | Inadimplência sobe no crédito livre e no consignado |
| Caso C | Prêmio de risco sobe com o dos demais emergentes | Menos crédito ao comércio e prazos menores para exportadores |
| Caso D | Juros globais altos e maior aversão ao risco | Empresas não conseguem emitir dívida. Inadimplência sobe em 2 a 3 trimestres |
Análise da Oby Capital. Acompanhar a participação de LFT na dívida, em relação à faixa de 46–50% do Tesouro, a Nota de Crédito do BCB e a substituição de antecipação de recebíveis por capital de giro.
Sete séries de frequência semanal ou melhor indicam para qual dos quatro casos o mundo está andando.
| Risco | Série | Onde |
|---|---|---|
| Energia | Fluxo por Ormuz, mb/d e número de travessias | IEA · PortWatch (FMI) · Kpler · EIA |
| Derivados | Margem de refino e preço do diesel nos EUA | EIA semanal · AAA |
| Política monetária | Projeções do Fed e juros de 2 e 10 anos | Federal Reserve · Tesouro dos EUA · CME FedWatch |
| Fiscal | Spread França–Alemanha de 10 anos e Treasury de 10 anos | Reuters · Bloomberg |
| Comércio | Participação do comércio sob regra MFN e anúncios tarifários | Estatísticas da OMC · USTR |
| Investimento em IA | Investimento das empresas de tecnologia e ações de semicondutores | Resultados das companhias · BIS |
| Brasil | Focus (IPCA e Selic) e Nota de Crédito | Banco Central do Brasil |
Os riscos de energia atingem mais os países importadores, como Europa, Índia e partes da Ásia. A alta dos juros afeta mais os títulos de longo prazo. Barreiras comerciais pesam sobre emergentes abertos e fora dos grandes blocos. Uma desaceleração da IA afeta ações e crédito ligados a centros de dados.
O seguro de guerra e a margem de refino do diesel indicam pressão no abastecimento. O prazo do capital de giro e o acesso a emissões em moeda forte ajudam a identificar dificuldades de financiamento antes de elas aparecerem no PIB.
Nesta análise, a revisão do caso A depende de dois sinais de piora em riscos diferentes no mesmo período. Um indicador isolado pede acompanhamento, mas é insuficiente para confirmar outro cenário.
A evolução do conflito não é previsível — a mesa de petróleo do JP Morgan destacou isso em 17/09 —, de modo que isto é um mapa de risco, e não um cenário-base.
A apresentação examina como cada risco afeta a economia, descreve a situação atual e propõe cenários com indicadores para acompanhá-los. Os casos A, B, C e D não têm probabilidades atribuídas. As fontes dos dados e das projeções constam nos rodapés. A Oby Capital elaborou os cenários e suas combinações a partir dessas referências. As hipóteses devem ser revistas à medida que surgirem novos dados.
Preços e curvas no fechamento de 18/09/2026. Decisões de política monetária de 16/09/2026. Fluxos de energia referentes a agosto e ao 3º trimestre de 2026.
| IEA | Comentário sobre a oferta do Oriente Médio, 18/09/2026 |
| McKinsey MGI | Aftershocks, 17/09/2026 |
| Columbia CGEP | Nota sobre derivados, ago/2026 |
| Federal Reserve | Projeções e coletiva, 16/09/2026 |
| OMC | World Trade Report 2026, 15/09/2026 |
| WEF | Global Risks Report 2026 e nota de fragmentação, jun/2026 |
| BIS | Annual Economic Report 2026 e Working Paper 1364 |
| FMI | WEO Update jul/2026 e Fiscal Monitor abr/2026 |
| Banco Mundial | Global Economic Prospects, jun/2026 |
| Kpler | Cenário de conflito prolongado, 29/07/2026 |
| Reuters | Fed 16/09 · OMC 15/09 · investimento em IA 15/09 · spread da França 18/09 |
Para conversar sobre os efeitos desses riscos nas carteiras de crédito privado, entre em contato com Relações com Investidores da Oby Capital.